Ana Teresa Russ...'s profileO Meu Paraiso PerdidoPhotosBlogListsMore Tools Help

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    Do livro: SiSSi Cenas de Gaja da editora Prime Books

    Quarta-feira, 7 de Março de 2007
     
    "NÃO FALA DE SEXO QUEM QUER,
    FALA QUEM PODE E QUEM SABE,
     FALA DO SABER DA EXPERIÊNCIA  FEITO ,
    COM IDEIAS CLARAS E AMADURECIDAS. "

                                                                          
                                                                                                                                                citando Margarida Rebelo Pinto




    BEBEDEIRA SEXUAL

        (...) E embora beba e fume socialmente o certo é que o  melhor sexo que já tive aconteceu quando estava tolada por um copito a mais ou uns fumos matreiros..

    (...) ou seja será que bêbados mudamos os parâmetros?

    (...) O álcool é um lubrificante social. A melhor da erva e o mais sublime dos vinhos não roça a qualidade de uma boa foda consciente do seu efeito.
        E não devemos querer nada menos que isso. (...)



    CURRICULUM SEXUAE

    (...)    qual é a relevância do CU de uma mulher?
        É imensa. Porque penso que em quase tudo na vida, a expêriencia e conhecimento  quase sempre ao fundo das questões e esta tematica não é excepção.
    (...) Porque é que ainda há tipos que se preocupam com o número de homens com que a parceira dormiu? Porque lhes há de incomodar a razão daquele broche perfeito ou da disponibilidade da mulher para o sexo anal?
    (...) A mim se me derem a escolher (yeah, right a escolher...) entre um homem rodado e um menos experiente, repondo acto continuo, aquele que me puder dar mais prazer.
    ... fode-se melhor quanto mais se fode...

     

     



    DA LIBERTAÇÃO SEXUAL

        Vestimos  decotes e mini-saias  muito sexys, falamos de sexo, admitimos um ou outro pecado da carne, bebemos e fumamos para que possamos encarar sem sentimento de culpa cristã, mas na cama, no pagar para ver, nos finalmentes, na real thing, quantas de nós  reclamamos o direito de ser bem fodidas?

    (...) encaramos  o sexo como um direito e não como um prazer, como alguma coisa que nos é devida e não como algo do qual fazemos parte.


    FEMINISMO DE CAMIÃO

    (...) Nem entendo por que razão a uma stripper ou a uma  actriz porno deverá ser dado menos crédito do que a uma deputada ou a uma médica.

    (...) Quem lhes diz que não gosto que se venham na minha cara? E o facto de gostar faz de mim menos inteligente e digna de respeito? Na realidade para que queremos nós a igualdade entre sexos se para ser fodida eu terei de continuar deitada e à espera que o façam? Foder é um acto de  consciência individual, primeiro, e colectivo, depois dependendo de quantos parceiros estamos a falar obviamente.



    TO WHOM DO WE  BEAUTIFULLY  BELONG?

    (...)   Ainda assim, isto não nos  satisfaz. E porquê? Porque atrás das escolhas vêm as decisões e a inexorável possibilidade de patear no caminho errado.

    (...) quando é que começamos a não nos bastar a nós mesmas?

    (...) Enquanto não encontramos a beleza do Mono, o Stereo será sempre um local de chegada e nunca de partida.



    SEX AND FRIENDSHIP

        Há uns tempos decidi juntar uns quantos sem razão aparente.Aparente. Porque sem pensar, ali estavam reunidos quatro deles, cuja ausência  pesa  e dói em tempos  de solidão londrina, que noutras alturas foram meus amantes .
    E digo amantes no sentido de quem ama,  porque os amei e amo profundamente, talvez da forma mais bonita que conheço.
        Homens e mulheres podem ser amigos  e foder. Aliás homens e mulheres não deveriam foder sem esta escora.
        Depois da amizade e do sexo, vem o compromisso. Que nós tínhamos . Mas era o compremetimento de não sermos  comprometidos.
        Continuamos a olhar com carinho e ternura os amigos outrora amantes, a sorrir a uma palavra que nos junta ,momentaneamente,  nas memórias e a viver com eles outra fase da amizade.
        Se homens e mulheres podem ter sexo e ser amigos? Sempre.


    DST

        Todos nós temos um passado. E todos nós também já fizemos sexo sem perservativo. A quem  não o queira usar, mando -o foder. Com outra que não eu.

    TO BE OR NOT TO BE

        Julgo que já passou pela cabeça da maiorias das mulheres como seria estar com outra.
    (...)Porque não há tristeza maior que partilharmos afectos com alguém e não poder exprimi-lo da forma que desejarmos. Pior, sermos  o que somos naturalmente e sermos também penalizados por isso, na nossa vida pública, profissional e familiar.

    Viver amo entre quatro paredes é o  melhor que há, mas apenas quando temos outras opções.Quando é compulsivo, torna-se triste e frustante.
        Portanto meus caros e caras, continuando o post anterior, cada um leva onde quer, como quer, desde que não chateie. Se a gayzada quer ser enrabada acho óptimo. Se as gajas querem ser  «minetadas» por outras gajas, acho óptimo. não me sinto prejudicada em nada, não penso que me estejam a usurpar nada. O mercado continua óptimo.Temos é que nos adaptar ás suas oscilações.
        Creio que todas nós já fantasiamos com uma mama alheia ou uma carninha mais rija. Eu  já. E no meio dessas cogitações, vinha-me  frequentemente à cabeça a possibilidade, real, de, provando, gostar e ser reincidente.
     


    ONANISMO

    (...) Não há idade para este prazer. Masturbar-se, conhecer o corpo e saber onde tocar é tão importante como saber ler.
    (...)Querem mais saborosa vitória que a possibilidade de prazer sem permissão do outro?


    NÃO MATEM O BROCHE

    Matar o broche é também não exigir um minete. Obviamnte que caminham juntos, não obrigatóriamente ao mesmo tempo ou de mão dada, mas sempre  pelo mesmo traçado. È simples. Dar e receber, troca por troca. A quantas de vós, estimadas  súbditas, vos foi feito um minete depois de terem feito um broche?


    VARIAÇÕES SOBRE O BROCHE

    1- O broche é rápido.

           Discordo... , prolonga-se não no tempo mas no prazer. E pode, ou não, ser tanto mais prazenteio quanto mais duradouro. Claro que existem os mínimos olímpicos, mas não apenas para o homem. Uma mulher que o faz por prazer, também tem os seus.

    2- O broche permite manter os estereótipos de submissão da mulher.

        Sissi: - sempre me questionei como seria possível considerar o broche como um acto de submissão da mulher, quando esta tem as jóias da coroa do parceiro na boca. Que tipo de submissão permite à mulher controlar o «âmago» do outro?


    O BEIJO


       O beijo é , para mim, o maior turn on da história sexual. Da minha, claro.
    Retirar o beijo é esquecer a construção sexual. É alinhar pela manutenção do acto apenas como acto em si sem qualquer pundonor.

    SAFE SEX

        Ás vezes deleitamo-nos com a estetica do acto, e perdemos  aquilo que é verdadeiramente importante.
           Discutimos sobre se o sexo é legitimo, se é justo, feio e porco.
    Se somos umas putas na cama, umas freiras, frigídas, cabrões egoistas.
        Mas quantas de nós o fazemos realmente de forma segura?

    O HOMEM LÉSBICO

    (...) O Homem lésbico distingue-se dos outros  restantes pela sua capacidade de fazer um bom minete.
        Quantos homens saberão a diferença entre chupar lânguidamente o clitóris e suga-lo como se tivesse a chupar cabeças de camarão no Ramiro do Martin Moniz?
        O Homem Lésbico é o que maneja todas estas variantes. É lésbico porque como alguma de vocês sabem e outras desconfiam, e outras estão mortinhas por saber, o melhor minete é o que é feito por mulheres.
        E venha quem  vier.


    ENTROPIAS

        Acredito profundamente que sem comunicação o sexo é apenas um conjunto, muitas vezes desconexo, de actos mecanizados. De resto ter sexo, é primordialmente, comunicar o desejo de outrem.
        No sexo como em tudo o resto, a minha mente não é normalizada. Tento  não me limitar a existir, mas a viver, tento não apenas falar, mas conversar. Parece-me justo que também queira ter bom sexo.
        Nem que para isso tenha de explicar como.

    OS PUTOS

        Agradecem-nos porque os fazemos sentir homens, porque lhes apuramos o sentimento macho e os ensinamos na nobre arte de como agradar uma mulher.
        Agradecemos-lhes  o prazer e a intensidade, e sobretudo a importância que adquirimos naqueles momentos, onde só nós  interessamos. É uma troca perfeita e justa intensificada pelo final à vista. Se ao menos outras coisas fossem assim tão simples...

    ELE E ELA

    (...)

    ELE- Não queres falar nesse assunto?
              Ainda dói?

    ELA- Não, já não dói. Mas depois da dor fica uma espécie de terreno não arável que impede o nascimento de qualquer forma de sentir.

    ELE- e o que queres?

    ELA- Alguém que me possa orgulhar. Que seja sobretudo meu amigo. Com quem partilhe a vida. Alguém  que seja melhor para mi e não aquela pessoa em quem tropeçei a determinada altura da vida. Que goste  de mim pelo que eu sou, que puxe por mim, me estimule, me faça ser ainda melhor. Que aceite  as minhas loucuras as minhas inseguranças, mas que não se deixe inferiorizar quando estou em alta e me apetece brilhar.
        Uma pessoa para quem o sexo seja um work in progress..Um campo a explorar sempre, dentro do limite dos nossos desejos.
        No fundo, terá que ser alguém  que compreenda que uma relação implica trabalho e não admito que me tomem como garantida.
        Sou como um carro de gama alta. Tenho uma manutenção cara, mas sou pá vida...

    AS  CURTES

    (...) Como sempre fui uma rapariga precoce, (...)
    (...) Os bons hábitos começam cedo. (...)