Ana Teresa Russ... 的个人资料O Meu Paraiso Perdido照片日志列表更多 工具 帮助

日志


Se tu viesses ver-me...

"Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti..."


       Florbela Espanca

Ser Poeta



"Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!"

                                   
Florbela Espanca

Mais Alto



"Mais alto, sim! mais alto, mais além
Do sonho, onde morar a dor da vida,
Até sair de mim! Ser a Perdida,
A que se não encontra! Aquela a quem

O mundo nao conhece por Alguém!
Ser orgulho, ser águia na subida,
Até chegar a ser, entontecida,
Aquela que sonhou o meu desdém!

Mais alto, sim! Mais alto! A Intangível
Turris Ebúrnea erguida nos espaços,
A rutilante luz dum impossível!

Mais alto, sim! Mais alto! Onde couber
O mal da vida dentro dos meus braços,
Dos meus divinos braços de Mulher! "

 
Florbela Espanca

Não sei quantas almas tenho


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: <<Fui eu?>>
Deus sabe, porque o escreveu.

              Fernando Pessoa

Solidão

 Quarta-feira, 7 de Março de 2007
 
   
Gosto de estar sozinha e gosto da solidão...
Solidão talvez  não porque estou sempre acompanhada de todos os meus eus...
Existe alguém dentro de mim que é mais eu que eu mesma...
E gosto  da companhia deles tanto que me recuso na maior parte das vezes a prescindir desta minha solidão..
 Posso sentir-me só mas nunca sozinha.
Gosto de pensar e penso, de imaginar mesmo antes de experiênciar...
Quero absorver  cada segundo da experiência como se fosse o último...
Sou insana dentro da minha sanidade...

Perco...

Sexta-feira, 9 de Março de 2007
 

 

Estou numa fase em que perco muitas coisas... é uma realidade.Talvez a minha libertação tenha mesmo haver com isso... Há que perder para poder ter, há que existir para poder ser. Apetece-me registar tudo há minha volta como que em memórias, sinto necessidade de o fazer... porque de alguma forma sinto que já posso perder, tudo que já tenho.

Os meus olhos querem-te ver, quero o teu cheiro no ar, o meu coração quer sentir-te,

o desejo decerto se tornará insaciável,

 o Amor de alguma forma surgirá...

Sinto-me sem medos embora não me sinta forte. Acredito que para saber, em tudo na vida, há que fazer e viver. Todos nós viemos a este mundo talvez com uma missão. Há um objectivo para tudo isto. Tem que haver...

Tudo na vida acontece porque tem de acontecer, mesmo que faça doer. E a doer, estamos a aprender.

Fernando António Nogueira Pessoa

Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido como Fernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.

 

 

É considerado um dos maiores poetas de língua portuguesa tendo seu valor comparado ao de Camões.

O crítico literário Harold Bloom considerou-o, ao lado de Pablo Neruda, o mais representativo poeta do século XX.

Por ter vivido a maior parte de sua juventude na África do Sul, a língua inglesa também possui destaque em sua vida, com Pessoa traduzindo, escrevendo, trabalhando, estudando e até pensando no idioma. Teve uma vida discreta, em que atuou no jornalismo, na publicidade, no comércio e, principalmente, na literatura, onde desdobrou-se em várias outras personalidades conhecidas como heterônimos. A figura enigmática em que se tornou movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e obra, além de ser o maior autor da heteronímia.

Morre de problemas hepáticos aos 47 anos na mesma cidade onde nascera, tendo sua última frase sido escrita na língua inglesa: "I know not what tomorrow will bring... ".

Heterónimos

 Álvaro de Campos
 

Entre todos os heterónimos, Campos foi o único a manifestar fases poéticas diferentes ao longo de sua obra. Era um engenheiro de educação inglesa e origem portuguesa, mas sempre com a sensação de ser um estrangeiro em qualquer parte do mundo.

Começa sua trajectória como um decadentista (influenciado pelo Simbolismo), mas logo adere ao Futurismo. Após uma série de desilusões com a existência, assume uma veia niilista, expressa naquele que é considerado um dos poemas mais conhecidos e influentes da língua portuguesa, Tabacaria.

 

 

Ricardo Reis

 

O heterónimo Ricardo Reis é descrito como sendo um médico que se definia como latinista e monárquico. De certa maneira, simboliza a herança clássica na literatura ocidental, expressa na simetria, harmonia, um certo bucolismo, com elementos epicuristas e estóicos. O fim inexorável de todos os seres vivos é uma constante em sua obra, clássica, depurada e disciplinada.

Segundo Pessoa, Reis mudou-se para o Brasil em protesto à proclamação da República em Portugal e não se sabe o ano de sua morte.

José Saramago, em O ano da morte de Ricardo Reis continua, numa perspectiva pessoal, o universo deste heterónimo, após a morte de Fernando Pessoa, cujo fantasma estabelece um diálogo com o seu heterónimo, sobrevivente ao criador.

 

Alberto Caeiro

 

Caeiro, por seu lado, nascido em Lisboa teria vivido quase toda a vida como camponês, quase sem estudos formais, teve apenas a instrução primária, mas é considerado o mestre entre os heterônimos (pelo ortônimo, inclusive). Morreram-lhe o pai e a mãe, e ele deixou-se ficar em casa com uma tia-avó, vivendo de modestos rendimentos. Morreu de tuberculose. Também é conhecido como o poeta-filósofo, mas rejeitava este título e pregava uma "não-filosofia". Acreditava que os seres simplesmente são, e nada mais: irritava-se com a metafísica e qualquer tipo de simbologia para a vida.

Dos principais heterônimos de Fernando Pessoa, Caeiro foi o único a não escrever em prosa. Alegava que somente a poesia seria capaz de dar conta da realidade.

Possuía uma linguagem estética direta, concreta e simples, mas ainda assim, bastante complexa do ponto de vista reflexivo. Seu ideário resume-se no verso Há metafísica bastante em não pensar em nada. Sua obra está agrupada na colectânea Poemas Completos de Alberto Caeiro.

Nota autobiográfica

 

Nota biográfica, escrita por Fernando Pessoa, em 30 de Março de 1935, parcialmente publicada como introdução ao poema À memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, editado pela Editorial Império em 1940. Sendo o texto da autoria do próprio Pessoa, deverá notar-se que constitui uma biografia bastante subjectiva e incompleta, feita de acordo com os desejos e interpretações deste naquele momento de sua vida.

 

   

Nome completo: Fernando António Nogueira Pessoa.
Idade e naturalidade: Nasceu em Lisboa, freguesia dos Mártires, no prédio n.º 4 do Largo de S. Carlos (hoje do Directório) em 13 de Junho de 1888.
Filiação: Filho legítimo de Joaquim de Seabra Pessoa e de D. Maria Madalena Pinheiro Nogueira. Neto paterno do general Joaquim António de Araújo Pessoa, combatente das campanhas liberais, e de D. Dionísia Seabra; neto materno do conselheiro Luís António Nogueira, jurisconsulto e que foi Director-Geral do Ministério do Reino, e de D. Madalena Xavier Pinheiro. Ascendência geral: misto de fidalgos e judeus.
Estado: Solteiro.
Profissão: A designação mais própria será «tradutor», a mais exacta a de «correspondente estrangeiro em casas comerciais». O ser poeta e escritor não constitui profissão, mas vocação.
Morada: Rua Coelho da Rocha, 16, 1º. Dto. Lisboa. (Endereço postal - Caixa Postal 147, Lisboa).
Funções sociais que tem desempenhado: Se por isso se entende cargos públicos, ou funções de destaque, nenhumas.
Obras que tem publicado: A obra está essencialmente dispersa, por enquanto, por várias revistas e publicações ocasionais. O que, de livros ou folhetos, considera como válido, é o seguinte: «35 Sonnets» (em inglês), 1918; «English Poems I-II» e «English Poems III» (em inglês também), 1922, e o livro «Mensagem», 1934, premiado pelo Secretariado de Propaganda Nacional, na categoria «Poema». O folheto «O Interregno», publicado em 1928, e constituído por uma defesa da Ditadura Militar em Portugal, deve ser considerado como não existente. Há que rever tudo isso e talvez que repudiar muito.
Educação: Em virtude de, falecido seu pai em 1893, sua mãe ter casado, em 1895, em segundas núpcias, com o Comandante João Miguel Rosa, Cônsul de Portugal em Durban, Natal, foi ali educado. Ganhou o prémio Rainha Vitória de estilo inglês na Universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.
Ideologia Política: Considera que o sistema monárquico seria o mais próprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarquia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebiscito entre regimes, votaria, embora com pena, pela República. Conservador do estilo inglês, isto é, liberdade dentro do conservantismo, e absolutamente anti-reaccionário.
Posição religiosa: Cristão gnóstico e portanto inteiramente oposto a todas as Igrejas organizadas, e sobretudo à Igreja de Roma. Fiel, por motivos que mais adiante estão implícitos, à Tradição Secreta do Cristianismo, que tem íntimas relações com a Tradição Secreta em Israel (a Santa Kabbalah) e com a essência oculta da Maçonaria.
Posição iniciática: Iniciado, por comunicação directa de Mestre a Discípulo, nos três graus menores da (aparentemente extinta) Ordem Templária de Portugal.
Posição patriótica: Partidário de um nacionalismo místico, de onde seja abolida toda a infiltração católico-romana, criando-se, se possível for, um sebastianismo novo, que a substitua espiritualmente, se é que no catolicismo português houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lema: «Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação».
Posição social: Anticomunista e anti-socialista. O mais deduz-se do que vai dito acima.
Resumo de estas últimas considerações: Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.
 
 
 
 
 
 
Lisboa, 30 de Março de 1935
[no original 1933, por aparente lapso]

Navegue

Navegue
 
 

Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não o deixe ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta-jóias, tranque, perca a chave!
Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, pois não se chega a parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não o deixe viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas. Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudade, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!
"Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada".
 
 
 
 
 
 
 
Poema de Fernando  Pessoa

Quero -te assim..

Quarta-feira, 14 de Março de 2007
 
 
 

Apago a luz, tiro a roupa... e deito-me. Os lençois estão frios, que arrepio...Hum.Chega-te a mim, enconsta-te a mim... Aquece-me.

Bem abraçado a ti... Completamente nu. E já sabes... não faças caso.

Posso-me enrroscar em ti? Aperta-me... como que se nos quissessemos unir num só corpo... Quero juntar a minha alma á tua. Escorregas em mim... ainda que resistente.. Deixa-te ficar assim por alguns momentos... Não entres ... Não saias... assim á porta de mim enrrosacada em ti.

Sim. Roçar -me em ti... Não pares... Escorrego tão bem em ti...

Sim. Muito? Queres escorregar em mim? Hummm, eu deixo. Eu quero que o faças. Ajuda-me a ficar molhada... Dá-me o teu prazer. Eu dou-te o meu. Esta noite pertenço-te, e quero-te como dono exclusivo.

 Diz-me o que queres que faça para te deixar bem molhadinha e apetitosa para poder ouvir-te a gemer para mim. Diz. Diz que eu faço.

Quero deitar-me contigo ao meu lado. Quero que me toques o corpo. Quero que me arrepies com o teu toque e me aqueças com a tua respiração. Quero que o faças enquanto te seguro na minha mão. Não te deixes incomodar com o meu toque. O teu tem que ser suave, o meu sou eu que o defino para ti.

Adoro a forma como transcreves o que te vai na alma...

Estes são teus e para ti.. lembrando momentos nossos e apenas nossos... O não te ter faz com que te tenha todo...

E tens-me todo. Acabei de te puxar o cabelo enquanto te penetrava todinha com uma fome animalesca. Apenas para me sentir todo dentro de ti. Sentes-lo bem duro a acariciar-te ai dentro de ti? Bem fundo?!

Sim, é bom... HUM. Adoro-te assim todinho dentro de mim, sem que me deixes respirar.. Posso gemer? Por ti e para ti?... Eu gemo sem vergonha, mas quero -te ouvir... Quero que me deixes louca  e quero enlouquecer ainda mais com a tua loucura.. Dá-me  a tua mão.. Assim.. Quero que  pares. Deixa-me ser eu a forçar-me contra ti... assim... HUUUMMM

Não pares. Estou adorar ouvi os teus gemidos. Geme sem vergonha. Sente-me a prender os teus movimentos e a dar-te cada vez com mais força. O meu gemido  tremido no teu ouvido. ESTOU LOUCO. Se me pedires para parar agora faria que não te ouvia e violava-te...

Eu gemo. Geme comigo por favor. Humm. Assim de força gosto muito... de 4 só para ti.. Ahhh. Não pares tu.. Quem está LOUCA sou eu.. contigo dentro de mim... Quero -me vir assim.. Mas vem -te comigo quando quiseres.. mas não agora. Agora quero -te assim.... HUMMM

Vem- te comigo

Quinta-feira, 8 de Março de 2007
 

 

Chega -te para mim. Encosta-te  todinha em mim. Excepto os lábios. Deixa tudo apagado, não falta luz entre nós os dois.. Dá-me a tua mão. E começa a decorar cada saliência do meu rosto  com a ponta dos dedos, como se fosses cega.. Eu farei o mesmo. Mas vai falando comigo, sempre com dois centrimetros entre os nossos lábios... sempre sem me beijares...  e se sentires alguma coisa a crescer no meio das tuas pernas, nao faças caso..

 Não faço caso?  Não te posso tocar? Vou - me molhar toda... Eu decoro cada traço do teu rosto, quero sentir o teu cheiro, a tua vibração... Deixa -me tocar -te.. Visto estares no meio das minhas pernas, quero sentir te molhado nos meus lábios.. Tu deixas-me louca...

Não! Aguenta te assim. Não me beijes. O facto de estar teso que já estou a entrar dentro de ti é completamente involuntário, como vês não me estou a mexer! E se não tivesses assim molhadinha também... Hummm ...Não teria escorregado tão bem em ti..

Sem me tocar e sem te tocar sinto-me e estou toda húmida.. Eu não me consigo nem quero controlar.. O meu corpo pede  por ti.. o teu toque, quero o sentir.. Quero -te em mim.Não me quero por de quatro.. não agora.. não te posso tocar, e quero ... muito. Estou em cima de ti, tu não dentro de mim, e agora quem não pode tocar e não pode beijar  és tu.. Quero percorrer cada traço do teu tronco com a minha lingua, quero ter-te na minha boca..quero -te deixar louco de tesão. Eu deixo -te entrar.. Todo.. Mas tens que sair de dentro de mim.. Eu quero -te na minha boca.. E quero-me a mim na tua...

Eu meto-o todo na tua boca, mas primeiro sou eu. Hummm que vontade louca de te lamber todinha assim molhadinha... Adoro! Abre bem essas pernas  por cima dos meus ombros.

Hummm... Exijo-o .. lambe-me.. quer-me molhar em ti.. quero a tua lingua dentro de mim... lambe-me... quer esses dedos em mim também.. hummmm... Molhadissima...

Delicia-te com esse brinquedo que tens na mão. Esta noite é todo teu ! Toca-me todo enquanto eu te toco a ti... faz -me teu..

Aperto-te com força .. quero sentir -te dura na minha mão... apertar-te segura de que te excito , de que te ponho mais duro do que já estás.. na minha boca quero-o assim, o prazer que me dá ter -te na minha boca.. Louco.. junta a tua mão à minha dentro de mim... não te venhas já.. Vem -te comigo.. Enquanto te estás quase a vir, quero -te ouvir.. quero que o teu gemer me deixe louca...

Queria saber voar...

Quinta-feira, 22 de Março de 2007
 

Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos.

Porque, contrariamente a opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que e o contrario do amor, esse e que faz sofrer. (...)

Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: e que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.



Antoine de Saint-Exupéry , in 'Cidadela'

Poeta meu...

Quinta-feira, 15 de Março de 2007
 

"E era fácil a cilada: o riso dele quando a abraçava, os lábios que lhe percorriam a pele, a boca sussurrando palavras ternas ou atrevidas BEM LÁ EM BAIXO, entre as suas coxas, muito perto e bem lá dentro, como se fosse ficar ali para sempre - se vivesse o bastante para esquecer, aquela boca seria a última coisa que ela esqueceria."

Antonio Perez Reverte

 
 

Apetece-me, preciso de ...

Terça-feira, 13 de Março de 2007
 

 

Apetece-me gritar e chorar, mas  não consigo...

Quero que me ouças, que me sintas, quero gritar contigo.

Quando te penso , o meu corpo treme como que a pedir o teu toque.

Respiro profundamente para tentar sentir o teu cheiro no ar.

A pensar em tudo, não entendo a minha não capacidade de não conseguir sofrer, de não viver de certa forma.

Agora os olhos enchem -se de lágrimas mas elas não caem. E como eu queria que elas caissem, escorressem... queira sofrer tudo de uma vez, para não poder doer mais.. Mas não..

O meu grito é silencioso, sentido em mim como nunca.

Eu também não sei lidar com isto.

Sinto que menosprezei, á minha superior insignificância o teu refugio. Talvez nunca tenha acreditado que te precisavas de refugiar de mim.

E que o devia ter feito, não por ti mas por mim.

COMO UM LOBO, COMO UM ANIMAL POSSUIDO

Segunda-feira, 12 de Março de 2007
 

Escrevo-te também aqui porque quero que me leias, uma vez que de certa forma tudo o que temos está em palavras, sabes que escrevo o que me vai na alma, e no corpo.

Eu sei que te fodi todo por dentro e peço desculpa por te fazer sofrer, mas entre nós é quase um estou-te (me) a ensinar, a viver... Poeta já reparaste como tudo é tão intenso, tão ... assim.. como só nós sentimos e temos...

Pedes -me tempo?

 Pedes-me para explodir?

 COMO?

Tu sabes quando eu vou explodir, MINHA * p,

SABES TÃO BEM QUANTO EU.

POETA, como não és capaz de admitir?

de  não ousar ter?

quando queres, é isso que te incomoda?

 

Escrevo a vermelho no papel quando dói.. é preciso sangar?

Sábado, 10 de Março de 2007
 

 

Escrevo a vermelho quando dói , mas neste momento embora o faça, nem sei se me dói nem sei onde.

Sinto-me estranha com o que se passou, não o consigo definir, apenas que a nossa história é muito intensa, se calhar até intensa demais para nós... ambos sentimos necessidade de estar sozinhos para tentar  conseguir encontrar a razão para este estado em que nós estamos.

Apesar de tudo o que tivemos , e não de tudo o que já temos, esta noite não tivemos, ou será que encontramos tudo? Adorei toda a nossa noite, ÉS TUDO E MUITO MAIS que aquilo que eu pensei, imaginei e senti de ti e por ti. Nunca na minha vida  tive uma noite destas. Tal como te disse : cedemos e paramos, voltamos a ceder e a parar vezes sem fim, acho que de tanto nos querermos testar e resistir, saimos os  dois testados e... HOJE QUERO TE MAIS AINDA DO QUE TE QUERIA ANTES.

QUERO -TE BEIJAR... somos algo que também é proibido foi como nos definiste. Mas esse beijo é me permitido e de certa forma devido. Do que te fiz não me sinto arrependida  mas PEDI DESCULPAS E VOLTO A PEDIR. Não me consegui controlar ,  o meu desejo por ti, e o que era para ser talvez o início acabou  por ventura por ser o fim. Descontrolei-me mas antes controlei-me muito sem ceder, e controlei -te a ti quando cedias.  Talvez por inveja da lua por te ter, porque ela já te deu muito e tal como disseste o teu amor tem dona, neste momento. Talvez porque promessas para ti não sei se as tenho, apenas me tenho a mim para te dar.

O TEU SILÊNCIO DISSE-ME MUITO MAIS QUE MERAS PALAVRAS... e o meu também te disse, tenho a certeza disso.

Com tudo que temos escrito entre nós... numa noite que  se discutiu existencialismos, filosofias, português, Fernando Pessoa, o Indíviduo, o destino, a Dor, a Morte, o Amor e a Vida; porque tivemos nós que estar sozinhos e escrever para compreendermos ,a mim, a ti, a NÓS.

ÉS O MEU POETA? - SOU.

Tal como te disse se tivesse ali o meu carro fugia dali. Desaparecia sem dizer nada, se o nosso silêncio nada te disse, as nossas palavras pouco te dirão... ERREI.

Ao sair dali, ainda que contigo,  decorei cada canto cada promenor, e as lágrimas , que eu não tenho porque choro muito, encheram -me os olhos como que de alegria, recordação, e talvez como final até. Tenho consciência que de certa forma tudo acabou ali.

SERÁ QUE TUDO QUE NOS UNE SÃO PALAVRAS?

não pode ser..

Acho que fora o nosso presa vs predador, e acredito que não conseguimos definir quem foi quem porque ambos os fomos, e ambos saimos caçados. Há tanto entre nós , tanto que nem consigo descrever tudo, TENHO NO MEU CORPO O TEU CHEIRO, TENHO O  MEU PENSAMENTO EM TI E A TUDO QUE NOS  UNE TANTO.  AINDA TE SINTO EM MIM... Sinto -te de imensas formas em mim, muitas delas que nunca senti por ninguém.

SEI TALVEZ TUDO O QUE NOS UNES, AINDA NÃO COMPREENDI TUDO O QUE NOS SEPARA...

 

e talvez seja este o ponto da questão.

      

 

 

                               UM XI APERTADINHO, UM BEIJO NESSA ALMA

 
 

Tu e Eu...

Numa relação o que se pode ter, e ao mesmo tempo querer?

Querer chega?


Já passei diversas fases, já tive nada, já tive tudo, fiquei sem  nada mas ao mesmo tempo , tive e tenho, ainda, o tudo e o nada...
Ter tudo e ter nada é interessante, bastante doloroso devo dizer, enquanto  não se quer ter tudo uma vez que já se tem.. Porque embora  não o tenha, como gostaria, eu tenho-o de todas as formas que ao mesmo tempo posso e quero ter...
Gostava imenso de poder no mínimo ter a hipótese de te tentar ter de outra forma , no tudo... mas tal como TU sentes que  não és capaz, que me vais magoar e até mesmo sem querer perder-me... EU ainda não me sinto capaz de desistir.... também porque Tu me dizes para não o fazer, mas também porque ainda não é altura de o fazer...

mas o jogo, esse, irá ser jogado de maneira diferente agora...

Vivi contigo a melhor fase da minha vida, e acredito até a minha mais linda historia de amor impossível ... se bem que impossível ele não é, porque  amo-te e sei que me amas da melhor forma que sabes...

Sobre ti haveria muito para transcrever... mas a nossa história tal como Tu sempre pretendeste é  talvez secreta.

 

 

Tu e Eu friends forever e something  more...

Obrigada por tudo, sabes que eu te adoro e sempre adorarei

Perdi tudo o que era , fez de mim muito do que sou

Por uma noite de amor

Perdeste a castidade

Por uma noite de amor

fizereram -te perder a identidade

Por momentos de prazer

fizeram-te chorar

por momentos de prazer

conseguiram-te magoar

Por momentos de prazer

fizeram-te morrer...

Quem és tu agora?

Um trapo, um vestigio de ti, a tua própria sombra te evita

e nem consegues gritar ao mundo para que a história não se repita.

 

                                                           Lamento não ter tido coragem

Procuro...

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Procuro a cada instante um pouco mais de mim mesma, a busca do auto-conhecimento impõe-se em mim...

   Como alguém um dia disse sobre mim:

         deseja mudar o mundo e tem o peso da mudança vincado...

A dor fá-la crescer, e precisa da dor mais profunda para conseguir renascer... 
 A sua busca não é em vão, mas lutará até ao fim...
 
O objectivo do Conhecimento supremo, só o alcançará  no momento certo, e sentirá isso como um pronúncio da Morte